Preparando o OracleLinux 7 para instalação do Oracle 12c

Baixe e instale o Oracle Linux 7 diretamente do site da Oracle, após concluir a instalação rode o YUM UPDATE para atualizar todos os pacotes do Sistema operacional.

– Garanta que no arquivo /etc/hosts tem o nome completo da máquina, conforme exemplo abaixo:

[root@localhost ~]# vi /etc/hosts

192.168.0.1        localhost.localdomain         localhost
10.0.12.15       localhost.localdomain  localhost

– Ajustar o SELINUX, editar o arquivo config e alterar a linha SELINUX de enforced para permissive. Logo depois digitar o comando setenforce Permissive:

[root@localhost ~]# vi /etc/selinux/config
[root@localhost ~]# SELINUX = permissive
[root@localhost ~]# setenforce Permissive

Para verificar se as configurações foram aplicadas, digite o comando [root@localhost ~]# sestatus no shell e verificar a saída:

oracle-linux-selinux

 

– Crie os usuários e grupos abaixo:

groupadd -g 54321 oinstall
groupadd -g 54322 dba
groupadd -g 54323 oper
groupadd -g 54324 backupdba
groupadd -g 54325 dgdba
groupadd -g 54326 kmdba
groupadd -g 54327 asmdba
groupadd -g 54328 asmoper
groupadd -g 54329 asmadmin

Crie um usuário chamado oracle e o adicione nos grupos oinstall, dba e oper, conforme script abaixo:
[root@localhost ~]# useradd -u 54321 -g oinstall -G dba,oper oracle

Altere a senha do usuário oracle:

[root@localhost ~]# passwd oracle

Para visualizar os grupos criados, basta digitar: # cat /etc/group

oracle-linux-grupos-criados

 

– Desabilitar o Firewall, em algumas distribuições é preciso rodar o comando somente para o desabilitar o IPTABLES, em outras, tais como Oracle Linux 7 é preciso parar e desabilitar o serviço FIREWALLD:

[root@localhost ~]# service iptables stop
[root@localhost ~]# chkconfig iptables off
[root@localhost ~]# systemctl stop firewalld
[root@localhost ~]# systemctl disable firewalld

– Instale os pré-requisitos da oracle para o banco de dados. Esse pacote cria usuários, ajusta arquivos de configuração e instala os pacotes necessários.

[root@localhost ~]# yum install oracle-rdbms-server-12cR1-preinstall -y
Após rodar o comando acima, execute as instalações abaixo que são um complemento do preinstall:
# From Public Yum or ULN
 yum install binutils -y
  yum install compat-libcap1 -y
  yum install compat-libstdc++-33 -y
  yum install compat-libstdc++-33.i686 -y
  yum install gcc -y
  yum install gcc-c++ -y
  yum install glibc -y
  yum install glibc.i686 -y
  yum install glibc-devel -y
  yum install glibc-devel.i686 -y
  yum install ksh -y
  yum install libgcc -y
  yum install libgcc.i686 -y
  yum install libstdc++ -y
  yum install xhost -y
  yum install unzip -y
  yum install xclock -y
  yum install libstdc++.i686 -y
  yum install libstdc++-devel -y
  yum install libstdc++-devel.i686 -y
  yum install libaio -y
  yum install libaio.i686 -y
  yum install libaio-devel -y
  yum install libaio-devel.i686 -y
  yum install libXext -y
  yum install libXext.i686 -y
  yum install libXtst -y
  yum install libXtst.i686 -y
  yum install libX11 -y
  yum install libX11.i686 -y
  yum install libXau -y
  yum install libXau.i686 -y
  yum install libxcb -y
  yum install libxcb.i686 -y
  yum install libXi -y
  yum install libXi.i686 -y
  yum install make -y
  yum install sysstat -y
  yum install unixODBC -y
  yum install unixODBC-devel -y

– Permitir a execução de programas de modo interativo. Edite o arquivo sshd_config para permitir a emulação de softwares via terminal e deixe as configurações abaixo habilitadas:

[root@localhost ~]# vi /etc/ssh/sshd_config
AllowAgentForwarding yes
AllowTcpForwarding yes
X11Forwarding yes
X11DisplayOffset 10
X11UseLocalhost yes
PermitTTY yes
PrintMotd yes

Saia do linux e conecte novamente para que as configurações acima façam efeito e digite o comando abaixo com o usuário root, veja que aparecerá uma mensagem informativa logo após o comando ser executado:

[root@localhost ~]# xhost +
access control disabled, clients can connect from any host

E os comandos abaixo com o usuário oracle:

[oracle@localhost ~]# export DISPLAY

[oracle@localhost ~]# DISPLAY=:0.0

Para mais informações visitar o link: http://www.cyberciti.biz/faq/x11-connection-rejected-because-of-wrong-authentication/

–  Alterar o arquivo /etc/security/limits.d/[??]-nproc.conf, sendo que o sinal de interrogação deve ser trocado pelos números que estiverem em seu arquivo:

[root@localhost ~]# vi /etc/security/limits.d/20-nproc.conf

Comentar a linha abaixo:
#*          soft    nproc    1024

E adicionar essa linha no arquivo:
* - nproc 16384

 

 – Adicionar as seguintes linhas no arquivo /etc/security/limits.conf:

[root@localhost ~]# vi /etc/security/limits.conf

oracle        soft         nofile      1024
oracle        hard       nofile      65536
oracle        soft         nproc      16384
oracle        hard       nproc      16384
oracle        soft         stack       10240
oracle       hard        stack       32768

 

– Criar o diretório de instalação do Oracle e dar as devidas permissões:

[root@localhost ~]# mkdir -p /u01/app/oracle/product/12.1.0.2/db_1
[root@localhost ~]# chown -R oracle:oinstall /u01
[root@localhost ~]# chmod -R 775 /u01

10º – Adicionar o conteúdo abaixo no bash_profile do usuário Oracle (/home/oracle/.bash_profile):

[root@localhost ~]# vi /home/oracle/.bash_profile

# Oracle Settings
export TMP=/tmp
export TMPDIR=$TMP

export ORACLE_HOSTNAME=nomedasuamaquina.nomedoseudominio
export ORACLE_UNQNAME=cdb1
export ORACLE_BASE=/u01/app/oracle
export ORACLE_HOME=$ORACLE_BASE/product/12.1.0.2/db_1
export ORACLE_SID=cdb1

export PATH=/usr/sbin:$PATH
export PATH=$ORACLE_HOME/bin:$PATH

export LD_LIBRARY_PATH=$ORACLE_HOME/lib:/lib:/usr/lib
export CLASSPATH=$ORACLE_HOME/jlib:$ORACLE_HOME/rdbms/jlib

11º – Copiar a instalação do oracle (parte 1 e 2) e descompactar:

[root@localhost ~]# unzip linuxamd64_12102_database_1of2.zip
[root@localhost ~]# unzip linuxamd64_12102_database_2of2.zip

 

12º – Acessar a pasta database (# cd /database ) e listar os arquivos com o ls -l

 

Por aqui terminamos a configuração do S.O. Oracle Linux para suportar a instalação do SGBD Oracle. No próximo artigo daremos início á instalação do banco de dados através do comando ./runInstaler de dentro da pasta database.

Habilitar automaticamente a placa de rede no Centos / Oracle Linux

Na configuração padrão, a placa de rede do S.O. CentOS ou Oracle Linux não é habilitada automaticamente após o boot do servidor, sendo necessário usar o comando IFUP para subir a interface de rede toda vez que houver desligamento ou reboot do servidor.

Uma maneira simples de automatizar esse processo é editando o arquivo de configuração da placa de rede e habilitar a opção ONBOOT com o valor YES ao invés de NO:

Rede_oracleLInux

Editando o arquivo com o VIM, localiza a opção ONBOOT, basta trocar o valor no por yes e salvar as configurações e sair da edição do arquivo:

Rede_oracleLInux

Após realizar essa configuração, a placa de rede subirá automaticamente a cada boot.

 

 

Listar tamanho de backups dos bancos de dados

Vira e mexe precisamos listar o tamanho dos backups de banco de dados da nossa instância, com a demanda recorrente por essa informação precisei criar um script que lista o nome da base, tamanho com e sem compressão, caminho onde o arquivo foi salvo, taxa de compressão, dentre outros.

O script abaixo é foi utilizado e retorna inúmeras informações úteis:

USE msdb
GO
SELECT
bs.database_name as ‘Database’,
bm.physical_device_name as ‘Caminho’,
CAST(CAST(bs.backup_size / 1000000 AS BIGINT) AS VARCHAR(100)) + ‘ MB’ AS ‘Tamanho do Backup’,
CAST(CAST(compressed_backup_size / 1000000 as BIGINT) AS VARCHAR(100)) + ‘ MB’ AS ‘Tamanho do Backup Comprimido’,
bs.backup_start_date,
CASE bs.[type] WHEN ‘D’ THEN ‘Full’
WHEN ‘I’ THEN ‘Differential’
WHEN ‘L’ THEN ‘Transaction Log’
END AS BackupType,
backup_size / compressed_backup_size as ‘Taxa de compressão’
FROM msdb.dbo.backupset bs
JOIN msdb.dbo.backupmediafamily bm
ON bs.media_set_id = bm.media_set_id
ORDER BY database_name ASC, backup_start_date DESC
GO

Output do comando:

Backup

Como pode ser visto, o backup do banco BDTESTE tem um ganho significativo de economia de espaço quando utiliza a compressão de dados, sendo que seu tamanho cresce naturalmente ao passar dos dias, conforme utilização por parte dos sistemas/usuários.

Instalação do MongoDB no Centos 7

Hoje irei mostrar como realizar uma instalação do banco de dados MongoDB, um dos melhores produtos da atualidade no quesito NOSQL. O cenário atual consiste em uma máquina virutal com CentOS 7, 1GB de RAM e 4 processadores.

 

1º – Adicionar o Repositório do MongoDB no seu sistema operacional:

vim /etc/yum.repos.d/mongodb-org-3.2.repo

[mongodb-org-3.2]
name=MongoDB Repository
baseurl=https://repo.mongodb.org/yum/redhat/$releasever/mongodb-org/3.2/x86_64/
gpgcheck=1
enabled=1
gpgkey=https://www.mongodb.org/static/pgp/server-3.2.asc

2º – Instalar o mongodb

yum install mongodb-org

Aparecerá a seguinte tela:

MongoDB - Instalação Pacote

 

Feito isso basta digitar: y e aguardar a instalação:

MongoDB-Instalação Pacote - Final

Na imagem acima vimos que o MondoDB foi instalado com sucesso, restando agora apenas algumas configurações para que o mesmo esteja apto a ser utilizado.

3º – Desabilitar o SELinux com o vim:

vim /etc/selinux/config

MongoDB - desabilitgar SELinux

Feito isso basta reiniciar o servidor para as configurações do SELinux fazer efeito e checar se as pastas de dados e log foram criadas com as devidas permissões ao usuário mongod.

Os caminhos são, respectivamente: /var/lib/mongo e /var/log/mongodb, conforme imagens abaixo:

Diretório de dados:

MongoDB- Diretórios

Diretório de logs:

MongoDB- Diretórios_Log

Estes diretórios são definidos pelo instalador do MongoDB e podem ser visualizados/alterados através do arquivo mongod.conf, bem como as configurações de rede e processos. Essa configuração é localizada no diretório: /etc/mongod.conf:

vim /etc/mongod.conf

MongoDB - arquivo de configuração

 

Após a checagem da estrutura de pastas e permissões, vamos inicializar o banco de dados:

 

1º – Startar o serviço do mongoDB:

service mongod start

MongoDB - startar serviço

A imagem acima mostra que o serviço foi startado com sucesso. Outra maneira de checar é rodando  o comando: service mongod status:

MongoDB - checar serviço

Ou então analisando a saída de log no arquivo mongod.log:

tail -f /var/log/mongodb/mongod.log

MongoDB - checar serviço - Log

Nesse caso o serviço subiu normalmente e está só aguardando novas conexões na porta 27017.

 

2º – habilitar o serviço do Mongo para inicializar automaticamente quando o servidor fizer algum reboot. Por padrão ele vem desabilitado, conforme imagem abaixo:

chkconfig –list

MongoDB - checar serviço - inicializacao

 

Para habilitá-lo basta digitar o comando: chkconfig mongod on e checar novamente:

MongoDB - checar serviço - inicializacao - chkconfig

E para finalizar, apresento uma ferramenta para gerenciamento da instância que chama Robomongo, podendo ser baixada diretamente no site e pode ajudar muito no gerenciamento da instância:

MongoDB - teste Mongo

Por hoje é só, nos próximos artigos vamos explorar os recursos do banco de dados e alguns truques para gerenciamento do banco.

 

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